Fábio Costa
Se faz necessário transpor a alma através das palavras.
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Vento de outono

Ao soprar frio e contínuo
Desfez as amarras do coração
Levando para longe o que era próximo
Arrancando folhas e bolhas.
 
Era o destino, uns diriam
Outros que o tempo mudou
Na essência era a vida pulsante
Que se refaz no tempo certo.
 
Natural como o vento de outono
Era eu a embalar meus sonhos.
Acreditava na permanência das coisas
Enquanto o tempo era meu inimigo.
 
As folhas que ficaram,
Provas irrefutáveis da minha essência,
Eram reminiscências
Do meu eu, nu como galhos.
 
Dentro em mim o caule da vida
Que reedita a existência ferida
Dando provas de que tudo passa
Quando a raiz do ser é profunda.
 
Novas folhas virão
Num futuro incerto...
Novos ventos soprarão...
Na alma, certa do sofrer.

 
Enviado por Fábio G Costa em 20/03/2017
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