Fábio Costa
Se faz necessário transpor a alma através das palavras.
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Das ausências

 
O vazio deixado sem as suas palavras
Martela a mente povoada por fantasmas.
Dilata os poros em sangue
Arde as vistas com o sal das lágrimas.
 
Ausência é presença dispensável
Como se dispensa o que não é amor.
As marcas deixadas na alma
Choram as distâncias interpostas
E assim nasce a suposta dor.
 
Se o tempo fosse aliado
Saltaria segundos, horas e dias.
Deixaria o passado sem olhar para trás
E conduziria o corpo exausto de lutar
A verdes colinas ou mesmo ao mar.
 
As ausências diminuiriam
Devolvendo o sorriso onde ora houve choro.
E o vazio emudecedor
Daria espaço para novas poesias.
 
E sem perceber a penosa mudança
Abriria o peito para acolher palavras doces.
Sabendo que novas ausências o espreitam
Sem lhe tirar o gosto bom de viver.
 
O que seria da vida sem esses vazios?
Como seria uma alma edificada sem dor?
Seria ela capaz de sensibilidade?
Seria ela capaz do amor?
 
Não!
É nas ausências que se é.
É no vazio que se ganha um nome.
São as ausências ancoradas em meu peito
Que me fazem porto seguro de mim mesmo.
 
Pe Fábio Costa
Enviado por Pe Fábio Costa em 09/08/2018
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