Fábio Costa
Se faz necessário transpor a alma através das palavras.
CapaCapa
Meu DiárioMeu Diário
TextosTextos
ÁudiosÁudios
FotosFotos
PerfilPerfil
PrêmiosPrêmios
Livro de VisitasLivro de Visitas
ContatoContato
LinksLinks
Textos


Segunda pele

Dobrado, na cabeceira da cama

Azul como o céu de inverno,
Ali ele foi posto por último
Deixando impregnado o cheiro das noites.
 
Antes, protegia do frio o corpo maculado
Que exigia toques de amor exterior
Hoje é sinal do tempo que urge
É apenas cobertor, que cumpre o dissabor
De cobrir ausências que não provocam dor.
 
Hoje exala o odor do corpo que tocou
E carrega em si um sentido de presença.
É essência do que foi bom
Não é mais cobertor
É segunda pele.
 
Pe Fábio Costa
Enviado por Pe Fábio Costa em 16/07/2018
Alterado em 16/07/2018
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, fazer uso comercial da obra, desde que seja dado crédito ao autor original ("você deve citar a autoria de Pe. Fábio Costa e o site www.facebook.com/ensaiopoetico). Você não pode criar obras derivadas.


Comentários