Fábio Costa
Se faz necessário transpor a alma através das palavras.
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Metade

 
Não sou inteiro.
Nunca fui.
Alienaram-me ao todo,
Então, desfiz o nó.
 
Sou metade.
Sempre fui e serei.
E na metade ainda me divido
E então, sou completo;  do meu jeito.
 
Metade de mim é palavra,
A outra metade é olhar.
E na palavra e no olhar novamente me divido.
Metade do que vejo, me consome.
Na metade do que digo, me incrimino.
 
E sigo sendo metade de mim mesmo.
Tentando compreender o todo.
Divagando sobre o que seria o pleno.
Arrancando da alma um gozo.
 
Serei tanto mais o que temo.
Tento ser eu, pleno.
Ser cindido, oco.
Eco em devaneio.
 
E quando me vejo no espelho, retorço.
Movo o olhar buscando o que falta.
É espelho opaco – fosco
E nele ganho contornos.
 
Sou metade de um todo.
Sou palavra e olhar.
Sou o que vejo e o que digo.
Sou apenas um esboço.

Arte de Ronan Paiva @tinananpersonalizados
Pe Fábio Costa
Enviado por Pe Fábio Costa em 27/11/2017
Alterado em 27/11/2017
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