Fábio Costa
Se faz necessário transpor a alma através das palavras.
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Amarras do ser
Data: 06/03/2018
Créditos:
Poema de Fábio Costa.

Voz e interpretação de Deusana Tomaz - Diamantina-MG.

Gratidão a essa grande profissional da Comunicação Deusana Tomaz. Sua voz deu profundidade e vida ao poema. Obrigado pelo carinho e zelo com a minha produção.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, fazer uso comercial da obra, desde que seja dado crédito ao autor original ("você deve citar a autoria de Pe. Fábio Costa e o site www.facebook.com/ensaiopoetico). Você não pode criar obras derivadas.


Amarras do ser
 
Amarrei-me no seu dizer.
Foi volta simples em torno a mim.
Simples agir com promessas de zelo.
Prendeu-me no seu desejo e fixei-me.
 
O horizonte despontava à minha frente.
Era terra de ninguém a ser descoberta.
Esbocei um voo sutil e senti,
As asas presas no seu querer devorador.
 
Pude compreender a força de um desejo.
Suas marcas e amarras me constituíam.
Não entristeci, nem chorei.
Fiquei ali. Contemplando o que poderia ser eu e meu.
 
Aos poucos me acertei em seu aperto.
Sem bater asas pude ainda voar.
Perguntam-me como pode isso acontecer?
Respondo: “aprendi outro modo de viver”.
 
Mas o horizonte ainda me instigava.
Era devorador o desejo de os nós desfazer.
Mas a plataforma que meus pés pisavam,
Era chão de história. Era vida. Puro prazer.
 
Corpo rígido contra as cordas debatia.
O cansaço inundou as veias do meu ser.
Desfaleci e do alto, enquanto caia
As amarras não mais meu corpo comprimiam.
 
Soltaram-se como se solta um passarinho.
Vento fresco a face veio tocar.
Asas nobres, enferrujadas, mas com vida
Lançaram-me num voo espetacular.
 
E lá fui eu pra longe do seu desejo.
Deus me livre ser escravo do seu querer.
Quero ser pássaro solto em mergulho eterno
Estacionar onde quero; ser todo meu e então morrer.
 
Enviado por Pe Fábio Costa em 01/03/2018

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original ("você deve citar a autoria de Pe. Fábio Costa e o site www.facebook.com/ensaiopoetico). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.



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