Fábio Costa
Se faz necessário transpor a alma através das palavras.
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A dor
Data: 01/06/2017
Créditos:
Interpretação de Pe. José Carlos Pereira
Canção Desenredo - Boca Livre - Participação de Roberta Sá
CD - Desejo Proibido - Faixa 4

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A Dor

Dilacera a alma e o corpo;
de onde vem não se sabe.
Não se poupa, não se cabe,
transborda em espasmos gigantes,
fere e mata por instantes.

A dor é nobre e infame;
tem seu posto na vida.
É necessária e ao mesmo tempo desprezível
só depende do instante que a irriga.

Se mata, não fere;
se fere, não redime.
Dor que é dor, reconstrói.
Tira do ser a essência que extingue,

Se a oferto, o outro a recusa;
se acolho, inicio a luta.
Gemendo dou sinais em risos;
é a dor percorrendo com ironia seu caminho.

Enfim, adormeço exausto,
sem saber se a dor foi real;
mas prefiro sentir meu respiro
do que render-me à dor infernal.

E se no instante percebo-me vivo
é sinal que a dor já passou.
Agora não sou mais o antigo,
sua marca eterna em mim deixou.

Se é dor é inexplicável;
transcende o entendimento carnal.
Dela se tira o básico:
sobreviver pra tornar-se imortal.
Enviado por Pe Fábio Costa em 25/02/2015

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