Pe. Fábio Costa
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Desenharam-me, desenhei-me
Data: 01/05/2017
Créditos:
Interpretação de Pe. José Carlos Pereira

Poema de Pe. Fábio Costa

Música:A day without rain - Faixa 1 - CD: Enya - A day without rain. Warner Music Brasil Ltda.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, fazer uso comercial da obra, desde que seja dado crédito ao autor original ("você deve citar a autoria de Pe. Fábio Costa e o site www.facebook.com/ensaiopoetico). Você não pode criar obras derivadas.


Desenharam-me, desenhei-me

Dizia Clarice* que conhecer era impossível...
foi por isso que tentaram desenhar o menino.
Na tentativa falha e indefinida,
ficou o vazio a ser preenchido pelas escolhas da vida.

Tentam desenhar-me a todo instante.
Pintam o real em tons de realidade.
Eu mesmo me desenho,
modelando meu desejo, com a cor de outras vontades.

Perguntam-me quem eu sou,
respondo dizendo o que faço.
Incongruências? Digo que não...
talvez eu seja uma cópia do sonhado.

Se rabiscam meu esboço,
renasço deformado,
se tento desenhar-me
aproximo-me do moldado.

Nas páginas brancas da vida,
nenhum lápis pinta a verdade.
Desenharam-me enquanto me desenhava,
e se vê os rabiscos desconcertados.

Colaboro, como o menino de Clarice,
afinal, sou humano inacabado...
minha tentativa neste fim,
é aproximar-me, o quanto antes, do que é fadado:
a ser eu enquanto desenho, ou eu real idealizado.
* Clarice Lispector - Conto: "Menino a bico de pena" - 18.10.1969
 
Enviado por Pe Fábio Costa em 10/08/2015

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